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© 2020 Dr. Arnaldo Urbano Ruiz

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Estudo avalia risco de câncer de ovário após tratamentos para fertilidade

Pesquisa é considerada preliminar e deverá ser publicada em breve.

De acordo com o estudo Assisted reproductive technology (ART) treatment and risk of ovarian cancer, realizado na Dinamarca, as drogas utilizadas para a fertilização in vitro não aumentam os riscos de desenvolvimento de câncer de ovário. No entanto, a infertilidade em si pode estar associada a um risco aumentado de câncer de ovário. 


A conclusão veio após examinarem dados de mais de 58 mil mulheres que fizeram tratamentos de infertilidade na Dinamarca. As mulheres que se submeteram à Fertilização In Vitro (FIV), entre 1994 e 2015 foram comparadas com mais de 549 mil mulheres que não foram submetidas a nenhum tratamento de fertilização.


Segundo a autora do estudo, Dra. Anja Pinborg, professora do Departamento de Fertilidade do Rigshospitalet, Copenhagen University Hospital, na Dinamarca, entre as mulheres que realizaram a FIV, o risco de câncer de ovário foi maior apenas entre aquelas com diagnóstico de infertilidade.  


Para a pesquisadora, em uma população geral, a estimulação ovariana não parece aumentar o risco de câncer de ovário.


Os resultados deste estudo foram apresentados recentemente, durante a 34ª Reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), realizada em Barcelona, na Espanha. 


O estudo complementa os resultados de uma pesquisa anterior, também na Dinamarca, que não havia encontrado evidências da associação entre medicamentos para fertilidade e câncer de ovário. Este estudo, publicado no British Medical Journal em 2009, havia acompanhado mais de 54 mil mulheres entre 1963 e 1998, submetidas a diferentes tratamentos de infertilidade, e não apenas a FIV. 


Já naquela época, os pesquisadores concluíram que não havia nenhuma associação convincente entre o uso de drogas de fertilidade e risco de câncer de ovário.


Ambos os estudos devem servir de suporte para as mulheres que pensam em se submeter a um tratamento de reprodução assistida, aumentando significativamente as suas chances de engravidar. Esta nova pesquisa, no entanto, ainda é considerada preliminar e deverá ser publicada em breve.

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